Thursday, 22 March 2012

GREVE GERAL

"O Grito", de Eduard Munch (apanhado pela net)
Escolas que estão abertas, mas a funcionar deficientemente, mas a funcionar, estão em greve geral?
Transportes públicos que estão em greve geral e que são pontos cruciais da e para a mesma, mas que estão parcialmente a funcionar, estão em greve geral?
Polícias sindicalizadas, que se presume estarem em greve, porque a greve é geral, mas que continuam a exercer as suas funções, estão em greve geral?
Os sindicatos e centrais, que dizem ter organizado a greve geral, mas aparecem a dar entrevistas aos meios de comunicação e a fornecer números a esmo ("... sim, houve grande adesão nesse sector, que será entre 70, 85 e 90% ..."), só dizem isto por estarem em greve geral?
O país que, desde sempre, se diz ser preguiçoso, estar povoado de piegas, deficiente eterno na produtividade, com empresários que pouco "empresariam" e muito embolsam, encontra-se em greve geral desde quando?
E quando é que os líderes das organizações sindicais darão a entender aos partidos políticos que os partidos não se devem envolver nas organizações sindicais, que entendem que os sindicatos devem percorrer caminhos distintos e, se necessário for, em confronto com os partidos, sem dependência nem colagem a qualquer que ele seja? Que o movimento sindical já não é nem pode ser o que era no início do século passado, que a revolução de 1917 já ninguem sabe o que é e o que foi, que os caminhos sindicais não podem cair na margem do conflito de interesses, porque só o será quando tiver que defender interesses próprios?
Hoje há GREVE GERAL?
E deveria haver ou não?

Saturday, 31 December 2011

Próspero ano de 2012

Que o 2012 não seja o fim do mundo, mesmo que em 2007, por Bruxelas, já ele andasse sobre quatro rodas a anunciar-se coloridamente.
Não será o apocalypse!
Mas que, pelo menos, vai andar lá perto... tudo indica que sim!
Tenham uma boa passagem de 2011 para 2012, sem se preocuparem com o que este poderá vir a ser, porque o que tiver que ser, terá que ser, e tem muita força.
Excentricidades

Sunday, 25 December 2011

Para a minha colecção de azulejos

Visto algures, pelo país, entre quatro pequenas paredes apertadas por cimento armado que as sufocam, e que aguardam o camartelo de uma conta bancária e um rabisco camarário.
Dei atenção ao hino de amor sem acordo ortográfico de qualquer tempo.

PA310003

Thursday, 22 December 2011

É Natal, vem aí 2012

Nos órgãos do poder, faltam-nos homens com berço e com tomates!

Para mim, a quadra que estamos a atravessar – os dois natais, o de Jesus Cristo e o do novo ano, neste caso o de 2012 – contém uma força cultural que não se fica na tradicional carga religiosa. Ela transporta-me à criança que fui, nos tempos em que receber brinquedos era algo que acontecia uma vez ao ano, quando e para quem acontecia, e tinha-se que trabalhar o ano todo (portando-se bem e estudando q.b. – é certo que era uma chantagem nada efectiva, pois recebia-se sempre algo), desde o seu primeiro dia, para ganhar um brinquedo de madeira, de lata, com ou sem corda, cores coloridas, uma miniatura de carro, ..., mas também faz vibrar a criança que ainda me sinto ser.
Este ano, dei com a cidade menos alegre, menos vibrante.
Estamos com crises: económica, por conta de quem economicamente ficou bem, ou melhor, de vida, mas também, e acima de tudo, crise de valores.

Nos órgãos do poder, faltam-nos homens com berço e com tomates!

A cidade de Lisboa envergonhou-se de ser cristã. Falta-lhe luz e cor. Quase não se vê um motivo tradicional da época e, os poucos que se veem, não são da entidade municipal.

Nos órgãos do poder, faltam-nos homens com berço e com tomates!

(Declaração de interesses:
Sou católico, mas pouquíssimo. Ainda assim, acho que a matriz desta Nação milenar está a ser subvertida, avassalada pela onda da intitulada Constituição de uma União que não o é e se esforça por demonstrar que disso se afasta mais rápido que o Diabo da Cruz.)

AOS MEUS AMIGOS E VISITANTES DESTE CANTINHO, APRESENTO OS MEUS VOTOS DE

Natal de 2011


Tuesday, 20 December 2011

A noite cai em Lisboa (Up-to-date 14.03.2012)

Às vezes, também cai dentro de nós.
Hoje, deu-me para isto, ver a noite a cair em Lisboa, tal como o faço muitas vezes.
Só que, desta vez, levei a memória comigo.

Thursday, 15 December 2011

Madeiras, offshores (??), dinheiros e legalidades

Não vi esta entrevista, dada ao autor do livro "Suite 605", quando passou na TV.
(Ainda) não li o livro, de João Pedro Martins, mas espero encontrá-lo rapidamente, para o comprar e ler. Um tema que contém muitos prós e contras, mas que é mostrado de uma perspectiva que me deixa com muita curiosidade em aprofundar além do que vi na entrevista.
De qualquer forma, acho que vão gostar de a ver.
Aqui fica.

Monday, 12 December 2011

No tempo da minha infância

Recebi a foto e o texto por mensagem electrónica.
Sei que a esperança de vida, actualmente, é maior que a desses "bons tempos" cantados no texto.
Mas há algo de verdade no mesmo. Passou-se de um extremo ao outro, sem seleccionar ou filtrar o que devia e podia ser alterado, e o que deveria manter-se, tanto quanto o possível, como era.
Talvez tudo não passe de utopia, porque o mundo, de facto, é feito de mudança.

NO TEMPO DA MINHA INFÂNCIA,

por
 ISMAEL GAIÃO

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal,
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal.
Hoje tudo é diferente,
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal.

Bebi leite ao natural,
Da minha vaca Quitéria,
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria.
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria.

A barriga da miséria
Tirei, com tranquilidade,
Do pão com manteiga e queijo,
Hoje, só resta a saudade.
A vida ficou sem graça.
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade.

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão.
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração.

Com a modernização
Quase tudo é proibido,
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido.
Fazendo tudo que eu fiz,
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido.

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir.
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir.
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir.

Vi o meu avô dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag,
Sem cinto de segurança,
E eu, no banco de trás,
Solto, igualzinho aos demais,
Fazia a maior festança.

No meu tempo de criança,
Por ter sido reprovado,
Ninguém ia ao psicólogo,
Nem se ficava frustrado.
Quando isso acontecia,
A gente só repetia
Até que fosse aprovado.

Não tinha superdotado,
Nem a tal dislexia,
E a hiperatividade
É coisa que não se via.
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria.

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira,
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira,
E essa água engarrafada,
Que diz-se esterilizada,
Nunca entrou na nossa feira.

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado,
Ter alguns dentes partidos,
Ou um joelho arranhado.
Vovó guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado.

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos.
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos.
E descalço, na areia,
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos.

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras,
Em carros de rolimã,
Sem usar cotoveleiras.
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras.

Entre outras brincadeiras,
Brinquei de Carrinho de Mão,
Estátua, Jogo da Velha,
Bola de Gude e Pião,
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão.

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé,
Gata Pintada, Esta Rua,
Pai Francisco e De Marré.
Também cantei Tororó,
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé.

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar,
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar.
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar.

Tomava banho de mar
Na estação do verão,
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão.
Não voltava bronzeado,
Mas com o corpo queimado,
Parecendo um camarão.

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia.
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia.
Não tinha vídeo cassete,
Muito menos internet,
Como se tem hoje em dia.

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço.
Não existia ração,
Nem brinquedo feito osso.
E, para as pulgas matar,
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço.

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira,
Ou numa água bem fria,
Debaixo duma torneira.
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira.

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular.
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar.
Vovó não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar.

Comecei a trabalhar
Com onze anos de idade,
Pois o meu avô me mostrava
Que, pra ter dignidade,
O trabalho era importante,
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade.

Mas, hoje, a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança.
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança.

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez.
Por isso, tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez ...

Wednesday, 30 November 2011

Requiem ao 1º de Dezembro

Esta Europa nos atirou para o mar, esta Europa nos retirou o mar, esta Europa está a acabar.
Só nos resta nós e o mar, novamente.
Quase meio século de viragem, com quase meio século de atraso, distorceu-nos os caminhos e continua a fazê-lo, deixou-nos virados do avesso.
Embalaram-nos e deixamo-nos embalar por vidas fáceis, trazidas por dinheiro a rodos que agora nos vão custar vidas, mesmo que não se venham a ouvir tiros pelas ruas, e ninguém pode garantir que isso não aconteça. O cheiro da pimenta e da canela e do ouro nos entonteceu e nos levou a algum período de glória, mais ficcionada que real, e os bens que temos andado a comprar com o dinheiro que nos ofereceram, às fábricas que nos ofereceram o dinheiro, levou-nos ao abismo, num momento em que tudo se concerta para nem podermos respirar, esperando que caiamos inanimados pelo sufoco. Ainda por cima, alguns de dentro ajudaram a comer e sugar os de dentro. Espera-se a justiça da Justiça, para estes, ou outra mais radical, se ela não for feita, porque há actos que não podem ficar impunes.
Nesta Europa autofágica não temos, pelo menos por enquanto,  dimensão territorial e nem recursos para competir num mundo global, como nação milenar que somos e queremos continuar a ser.
Por isso, só nos resta sermos nós, como somos e como podemos ser, enquanto não fizermos crescer o potencial que temos e o aplicarmos cirurgicamente no que de melhor quisermos e pudermos fazer. E teremos muito mais do que se pensa, se quisermos pensar nisso a tempo e horas e de forma organizada, num todo, sem exclusões e pisadelas internas, sem pensarmos em continuar a ser bons alunos, nesta escola do mundo onde parece só andarem gandulos.
Esta Europa está a desfazer-se, empurrada pela inércia que desenvolveu à custa de enriquecimento fácil de alguns, por conta do empobrecimento de outros. Parou e não se adaptou às mudanças que imprimiu durante séculos, crente que se manteria rainha "per omnia secula seculorum". Quando já começava a cair, foi sugando o que a rodeava, dando ares de gigante, sempre a encher, até atingir o ponto de já nem aguentar com os seus ossos.
A Europa continuará a existir, mas as mudanças nesta Europa vão acontecer, vão ter que acontecer. Nada poderá ficar como está. Nada vai ficar como está.
Hoje, parece claro que este Euro já não tem pernas para andar - cortaram-lhe as pernas com tanta especulação e já nem se sabe bem quem especulou o quê e a quem – e, se sobreviver, vai ser mais como zombie, graças a mais artifícios que apenas o atirará para um trambolhão maior. Sem o Euro, deixa de fazer sentido estarmos ligados à defesa de interesses de outros, sem termos voz para defender os nossos interesses.
Bom seria que nos preparassemos para o que aí vem.
Bom seria que não nos ajudassemos a ajudar os outros a pulverizar este Jardim que os nossos antepassados compraram com muito sangue, muito suor, muitas lágrimas, com muita sabedoria política e diplomática. É a nossa casa. E, se não forem os da casa a tratar dela, ninguém o fará, mesmo que nos queiram vender a ideia de que vêm para ajudar.
Bom é que nos comecemos a preparar, a sério, para o caminho árduo que temos pela frente. Já não há tempo para brincar no intervalo, porque o intervalo já acabou.

2 - Vai ser preciso repensar a República e os seus valores.
Acabar com a carreira política como modo de vida.
Remunerar devidamente quem nela estiver, enquanto o estiver a merecer, por mandatos únicos, com prazo de duração suficiente para pensar no médio-longo prazo, sem deixar de atacar o curto-prazo.
À gestão incompetente do Estado, terá que haver sanção política, pelo menos. À gestão danosa e intencional no Estado, terá que haver ouro tipo de sanções, obrigatoriamente.
Para a promiscuidade entre os cargos e funções desempenhados na origem, terá que ser desenvolvido um eficaz filtro de destino.

3 - Vai ser preciso recriar instituições constitucionais funcionais que possam atravessar mares de tempestade que nos esperam, prontas a navegar contra todos os ventos, venham eles de que lado vierem.
Não precisamos de um tribunal constitucional para o que quer que seja, instituição com foros políticos, no que tem que ser apenas judicial, porque, se não é judicial, não tem que ser tribunal. Nem precisamos de ter agentes nos órgãos de justiça que fazem mais política e show-off nos meios de comunicação social que justiça.
Não precisamos de um presidente de república que não tenha poderes compatíveis com o de mais alto magistrado da nação. Nem que esse cargo seja ocupado como prémio de fim de uma carreira política, e que se estende por dois mandatos, com o primeiro a pensar ganhar o segundo, e neste a tentar matar saudades como chefe de governo.
Não precisamos de um chefe de governo que subjugue politicamente, através do partido político que lidera, os parlamentares da sua cor política, nem que exerça o cargo com lentes de míope, a olhar para o umbigo e para as eleições seguintes. Precisamos que, quem se apresente para esse cargo, nos apresente um claro Caderno de Intenções de Governação, que será escrutinado dia-a-dia.
Não precisamos de parlamentares que não têm vontade política própria, que por isso e nisso se escudam para não responderem políticamente a quem os elegeu, parlamentares que procedem à aprovação, na generalidade, dos projectos/propostas de leis que promovem em catadupa, e que, depois, correm para outra sala a aprovar na especialidade o que aprovaram e voltarão a aprovar em plenário, vestindo roupagens e almas duplas ou triplas, substituindo-se à natural existência de uma outra câmara com outros actores, a qual obrigaria a repensar o fabrico de leis, cujo poder de iniciativa, em exclusivo, devia estar no governo.
Num país com a nossa dimensão, não precisamos de regiões autónomas, que parecem existir mais para criar forças de desintegração do país, que para desenvolver o seu espaço em harmonia com o todo nacional, nem precisamos de órgãos de poder local que parecem ter existência própria fora do país e da sua legalidade.
Não queremos um Estado omnipresente, criando dependências em rede para tudo o que mexe ou que devia mexer.
O Estado deve permitir que a chamada sociedade civil se desenvolva sem que necessite em permanência que o Estado lhes forneça subsídios e lhes segure os riscos e os prejuízos, apenas descurando dela quando há lucros. Que a deixe sentir que tem que investir intra-muros, porque é cá que os filhos e netos e família e amigos vivem e deveriam sempre ter que viver, pelo que terão que colocar capitais financeiros nos cérebros que temos e nas instituições onde se podem desenvolver com esse capital (universidades, empresas industriais, etc), para podermos criar mais-valias que nos trazem melhores condições de vida a todos e de forma sustentada.
Terminar com a existência dessas máquinas a que se resolveu chamar Centrais Sindicais. Estão desactualizadas, são ineficazes, sorvem recursos escassos, não conseguem alcançar benefícios para a mole que deles realmente necessita, tão-só os alcançam para quem delas – centrais sindicais - não necessita.
Que se promova o associativismo na nação portuguesa. Nas áreas de residência, nas de exploração das respectivas actividades económicas e nas demais áreas sociais, em geral, para que cada um, em cada uma, se sinta incluído na nação, e que nela não entrem os que deviam estar excluídos – os oportunistas e os criminosos – ou, pelo menos, se tenha conhecimento onde eles andam.
Basta que a constituição seja a Carta que a Nação quer para ela, e não um texto cheio de lugares extra-constitucionais, de divisão e de consagração de portas que permitem iniquidades.

4 - Queremos leis que facilitem a vida a todos, por respeito natural a todos, incluindo muito em especial aqueles que foram vítimas de crimes, mas também as que regulam o resto da vida de todos nós. Leis que sejam simples, sem alçapões intencionais para artifícios dos espertos e dos que podem pagar, sem dificuldade, uma justiça que deveria ser paga apenas por quem perdesse as acções judiciais, porque a justiça é um dos bens que tem que ser obrigatoriamente de interesse público, e não somente de interesse económico-financeiro, a ser prosseguida pelo Estado para o Estado.

5 - Vai ser necessário defender o nosso território, não na perspectiva bélica, que neste momento nem com as canetas podemos (mas seria melhor pensar nela), mas do ponto de vista económico, em sentido muito amplo, e para isso apenas necessitamos de recursos humanos que apliquem o que de melhor as suas inteligências podem produzir.
Não entrar em lirismos de poupança na despesa pública, só porque sim ou porque é moda. Como exemplo, misturar a cultura aduaneira com a fiscal, debaixo de um DG com uma dúzia de Sub-DGs, foi do mais bacoco que se podia imaginar. Continuar esse caminho, muito em especial no momento que estamos e que vamos, ou podemos com muita probabilidade, vir a atravessar, raia o pior que a ignorância, ou a má fé, podem ditar.
Somos um país a gerar poucos recursos financeiros. Logo, os que existem têm que ser aproveitados da forma mais inteligentemente racional que for possível. Os esforços para gerar recursos financeiros públicos têm que ser equitativos e gerais, com mecanismos de avaliação do esforço de cada um montados de forma sistemática e automática, reduzindo à margem da insignificância o uso do Xico-espertismo na área fiscal e na área empresarial de montagem de empresas ecrã ou de ficção. Ir buscar recursos onde ainda é possível, de forma justa e socialmente aceites sem, ou com pouca, resistência (e ainda os há), desde que isso seja criado para os reduzir nas áreas onde os que os suportam já estão dobrados pelos calcanhares.
Não fazer pela divisão da comunidade, criando esgotamento das poucas forças, com lutas estéreis de uns, que pretensamente andaram e andam a receber mais do que deviam – mas nada fazendo para que a “empresa” pública, sob sua gestão e responsabilidade, racionalize a sua actividade, contra outros que, mais tarde ou mais cedo, também vão ser contagiados do mesmo mal.

6 – Embora o possa parecer com o que deixo escrito, não sou um nacionalista, ideologicamente falando, nem estou agarrado, de forma irreversível, ao conceito de Pátria, como limite territorial para os povos se auto-organizarem. Mas acredito que, em momentos de tanta incerteza no futuro, onde se podem ler e ver caminhos para onde nos atiram aqueles a quem nos juntamos, há que regressar ao ponto de união inicial, re-reforçá-lo e criar forças para, depois, vermos o que fazer.

7 - Desculpem tanto arrazoado mas, às vezes, dá-me para isto, embora vos tenha poupado bastante até agora.
A quem chegar a leitura a esta linha sem ter saltado linhas, o meu obrigado e os meus parabéns por tanta paciência.
Prometo não voltar com mais textos de cariz político, pelo menos, nos próximos tempos.

Saturday, 26 November 2011

Dia de derby em Lisboa

BENFICA - SPORTING
Pois, é dia grande no futebol lisboeta.
Polémicas criadas, com tudo e por tudo e por nada, a temperatura ferve, como é necessário neste dia grande do futebol nacional.
Que ganhe o melhor!
Se o melhor não conseguir desenvolver um jogo a condizer... que o Sporting consiga empatar o jogo, que também é possível.
Bom, possível, também, é o Sporting ganhar, que a bola é redonda - TÓC-TÓC-TÓC.

P.S.:

RESUMO DO RESULTADO
 BENFICA 1    -    SPORTING 0

Friday, 25 November 2011

Crise Económica, Austeridade, o Bem e o Mal

No meio desta onda de crise, ou pseudo-crise, ou anti-crise, económica, às vezes, parece que entro naqueles filmes de ficção, onde o Bem e o Mal, encarnados por seres irreais - de carne e osso, lutam sem fim, com instrumentos e técnicas tão atraentes aos nossos sentidos, que até nós voamos com eles.
Tudo isto, porque, neste teatro de austeridade, em que, cada vez mais, cresce o número de artistas, e cada vez menos outros se sentem de fora, a Bélgica (também) vai entrar em Greve Geral na próxima sexta feira - 2 de Dezembro - e porque começa-se a ver, por toda a Europa, uma onda de greves e/ou manifestações contra. (ponto).
Parece que temos o Bem de um lado, a sofrer ataques fortes do Mal, do outro lado. Ou será ao contrário, o Mal a sofrer fortes ataques do Bem?
Regressado ao filme de ficção, alguém me esclarece onde está o Mal e onde está o Bem?
Quem nos empresta dinheiro para sairmos da crise, com contrapartidas a preço impagável (no sentido literal da palavra), para já não falar do capital liquído emprestado, para o qual pouco sangue nacional restará para o pagar, é do Bem, ou é do Mal?
E a quem leva ondas de descontentes a meter-se em Greves e Manifestações, provocando um… - pelo menos aparente - descer de produtividade, da produção, de aumento da revolta, do espalhar da destruição (sim, porque os ânimos começam a pedir sangue quente), de que lado é que os vamos colocar?
E se isto tudo descambar para estalidos saídos de tubos metálicos, como é que vai ser?
De que lado vamos ficar a apontar, se ainda por cá andarmos?
Dos que nos vieram emprestar a preços usurários, mesmo sabendo das dificuldades (verdadeiras incapacidades) de retribuir o acordado?
Dos que, "coitados", inteligentemente montaram(se em) esquemas de compadrio, de corrupção, semearam obras de que não necessitaríamos prioritariamente, ou cavalgaram instituições financeiras, multiplicando o dinheiro dos incautos à conta de especulações e alavancagens dolosas, até à auto-falência, mas que agora se apresentam, ainda, em condições de garantir afilhados e cumplicidades, e até de probabilidades de distribuição de algum vil metal imaterializado em contas em off-shores, por isso angariando simpatias interesseiras?
Ou dos que, lutando contra os do outro lado, montam circos de descontentamento, ou os exacerbam ao máximo, descurando os efeitos sociais, económicos e financeiros dos mesmos?
Onde é que está o Bem e onde é que está o Mal?
Ou será que o Bem e o Mal, neste mundo de valores diluídos, sequer existem?

Tuesday, 22 November 2011

Manchester United vs. S.L. Benfica

A cápsula "Roma", da Nespresso, já se encontra instalada.
"The Balvenie" repousa os seus aromas, sabores, cor e corpo, mesmo à mão. Chávena aquecida, copo largo e uma cigarrilha, não longe da vista.
O canal 10, da MEO, aguarda o apito inicial, apontado ao apito final.
Aguardo os golos do meu Benfas.
A sala está montada, apenas aguardo o espectáculo, com climaxes vermelhos portugueses sempre em número superior aos dos ingleses.

Que suba o pano!

P.S.:
Resultado final em OLD TRAFFORD
MANCHESTER UNITED   2      -      SPORT LISBOA E BENFICA  2

Thursday, 3 November 2011

E nós a vermos a União Europeia grega e mais titubeante que nunca!

Ta panta rei”.
Fala-se muito do fim da União Europeia mas, de direito e de facto (talvez devesse ter invertido os termos), tal coisa não existe.
O que temos, o que apenas temos, são comunidades de interesses temáticos, cheios de reservas em formas de anexos, mas também no corpo dos textos, com velocidades diversas e sentidos distintos, quando não muitas vezes opostos, em que uns estão dentro e outros fora, e nem sempre são os de dentro que ditam as regras.
Esta União não existe, não quiseram que existisse, quando foram impondo aos povos aquilo que a eles, e só a eles, competia decidir. Em vez de trabalharem para a inclusão da maioria, esforçaram-se pela exclusão, pelo vergar aos todos poderosos.
Agora, que se cuidem!
Ta panta rei”.

Friday, 21 October 2011

Voltei e encontro tudo pior

Ausentei-me do país, por uns quinze dias, e, quando volto, encontro-o pior do que nunca, mas com a sensação que isto apenas está a começar a descambar - para não ser mais drástico.
Eis que me veio parar, por e-mail, o desabafo de um amigo, com este vídeo que acho um primor para sabermos do que falamos quando nos referimos ao estado do país, não apenas o de agora, mas desde que se elegem aqueles que nos deviam representar como comunidade, internamente, governando para todos, e externamente, defendendo os interesses do país, mas acima de tudo, esperamos nós, que se respeitassem a eles próprios, enquanto eleitos.
O que têm feito, ao longo de 30 anos, está bem caricaturado no vídeo: prometem, numa ignorância que os não abona; mudam de rumo, na falta de carácter de que são portadores desde nascituros; roubam a uns, com argumentos da necessidade de todos, mas sem meterem a mão aos seus bolsos e aos dos seus; mantêm-se no poder, mesmo quando confrontados com a verificação de personalidade de lesmas ao calor.

Tuesday, 4 October 2011

Voo rasante por Itália - Bolonha

Bolonha foi, também, um ponto de passagem ultra-rápido, com paragem não prevista no programa.
Por isso, dado o limite do tempo concedido, dei uma fugidinha ao centro histórico.
Deixo-vos com uma rápida visita.

Thursday, 29 September 2011

A nossa janela para o horizonte sem fim

O mar!
Essa janela, do tamanho de um grande portão, que a natureza nos ofereceu.
O calendário português marca, hoje, a celebração do Dia Mundial do Mar.
O Dia foi criado pelo Conselho de Administração da Organização Marítima Internacional (IMO) e foi comemorado pela primeira vez a 17 de Março de 1978, durante a Convenção da Organização Marítima Consultiva Intergovernamental (IMCO).
Actualmente, a comemoração decorre na última semana de Setembro, mas o dia exacto em que é celebrado é, contudo, da responsabilidade de cada Governo.
Esta data é destinada a chamar a atenção para a importância da navegação segura, da segurança marítima e do ambiente marinho e para enfatizar o trabalho da Organização Marítima Internacional.

Wednesday, 28 September 2011

Voo rasante por Itália - Pádua e Pisa

O grupo fez uma rasante, quer a Pádua, quer a Pisa.
Quase nem deu para sentir os pés nessas cidades. A bem dizer, em Pisa não se sentiram, propriamente.
Foram pontos de passagem para outros destinos que estavam no roteiro programado.
PÁDUA, como não podia deixar de ser, tinha uma atracção histórica marcada connosco: A Basílica de Santo António de Lisboa - perdão, de Santo António de Pádua, "O Santo", que é o padroeiro da cidade (não digo das cidades porque, em Lisboa, reina S. Vicente).
A Basílica é um monumento aos sentidos visuais mas, como em quase todos os monumentos em Itália, o "no photo" é um aviso prévio e um grito permanente nos ouvidos. Aqui, dado pelos homens da segurança e pelos "santo antoninhos" modernos que não param de andar a vigiar os turistas. E são demolidores, na forma como são dados e escutados.
Mas, por Itália, houve locais onde o "no photo" foi substituído pelo "no flash", ou mesmo nenhuma restrição é apontada, haja Deus e Santo António de Lisboa!
Voltando à Basílica de Pádua, um dos pontos de maior afluxo humano é o local onde fica o que resta do que foi mais humano de "O Santo": o seu corpo .
O tempo ter-se-á encarregado de uma parte da sua destruição, mas o canibalismo de órgãos e partes do corpo tê-lo-á precedido, para distribuição de relíquias "urbi et orbi".
Eis como o movimento religioso nascido de Cristo, desde cedo na sua história, cavou fossos de contradições: propaga a vida, mas apela ao sofrimento e incide os seus signos em tudo o que é a morte. A culminar, quem for santo verá o seu corpo ser retalhado - língua, coração, etc, etc, cortados aos pedaços, metidos dentro dos relicários, e espalhados pelas igrejas.
E, como não é no momento do nascimento, mas da morte, que a Igreja coloca a enfâse, eis que um santo nascido em Lisboa, porque morreu em Padova, ali tomou o nome.
O conjunto de fotos que se seguem às de Pádua é relativo "à memória" de PISA, à "cittá de Pisa" que, de facto, não mais são que fotos tiradas na Praça dos Milagres, onde se situam imponentes monumentos religiosos (até um cemitério, muito visitado, mas que, por mim, deixei para visitar quando partir deste mundo), incluindo o monumento mais olhado: a Torre inclinada de Pisa.
Há um local com marcações no asfalto para facilitar a tiragem da posição de foto mais gasta daquela torre (sempre esgotado, pelo que há que escolher outros locais): alguém coloca-se como se estivesse a suportar a inclinação, ou a empurrar a torre para o lado onde se inclina, e o fotógrafo, em ponto estratégico, lá dispara a máquina.
Como podem ver nalgumas fotos, nem todos os fotógrafos conseguem o "efeito visual" pretendido.
Vou agora a correr para o autocarro, digo, avião, a ver se ainda consigo fazer mais visitas.
Até lá.

Sunday, 25 September 2011

Voo rasante por Itália: Verona

Retomando o voo.
A parte da cidade que me viu passar, apresentava-se com alguma notória degradação na manutenção das fachadas dos edifícios, um pouco escura.
 Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta, escrita por William Shakespeare.
No centro da cidade existe uma vila (palacete) onde, pelo que conta a história, Julieta morava, e que é o grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. E, claro, também lá caí, vendo um corropio de almas entrando e saindo da pretensa casa onde se desenrolou o azarado namoro; as réplicas da cama e dos trajes do Romeu e da Julieta, e uma estátua de Shakespeare, afinal merecida, pois é o responsável pela romaria permanente de turistas que, a troco de uma qualquer sorte prometida, se atropelam a passar as mãos pelo peito direito da estátua de Julieta, já bastante polido de tanto teimoso esfreganço.
Vamos a algumas vistas.

Wednesday, 21 September 2011

Homenagem à maternidade. Botero.

Andei por cá, sem sair, mas sem entrar na net, ou quase. Mal entrava, logo saía.
Paredes a pintar, cabos desligados - da electricidade, do telefone, da tv e da net - obrigaram-me a passear-me com o mini a tiracolo, à procura de pontos de net grátis, nada fáceis de encontrar, especialmente quando deles se precisa.
Da minha última incursão pelas fotos, ainda guardei algumas por apresentar, como as que se seguem. Perto do Parque Eduardo VII.
A ver se retomo a teclagem, dentro de pouco tempo, agora que os cabos começam a ligar-se.
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Tuesday, 6 September 2011

Red Bull - 2ª Corrida Carros Loucos - Lisboa 2011/09/04


Parque Eduardo Sétimo, em Lisboa.
Antigamente, chamavamos-lhes "Carros de Caixas de Sabão", mas já não são.
Carros loucos, feitos por gente atinada, correndo como loucos, numa louca corrida.
Boxes com louca animação que se propagou aos milhares de mirones que me dificultaram a posição para apanhar melhores olhares.
Pareceu-me que com uma prova ao teor de sangue no alcoól a cada condutor e... nem um seria autorizado a pegar no volante.
Nem todos chegaram à meta e nem todos chegaram inteiros. Alguns chegaram a uma velocidade que deu para os penduras corredores a pé chegarem ao mesmo tempo. Mas houve os que pareciam foguetes.
Uma crítica à organização por se ter esquecido que, actualmente, cada espectador é um fotógrafo. Uff, como foi difícil sacar umas fotos, desde as boxes (havia o anúncio de que estavam abertas ao público, desde as 10:30, e que a corrida começava às 15:00, mas não disseram quando é que as boxes fechavam!).
Ainda assim, um balanço muito positivo. Valeu a pena.