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Thursday, 26 July 2012

A divagar se vai longe - 1

O Rei-Artista, para os amigos mais íntimos Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gota-Koháry, tinha que vir lá de longe, donde têm a mania que somos periféricos, atrasados, sub-desenvolvidos, dum país de África que nasceu na Europa.
Porque não nos conhecem, nem conhecem África.
Só pode ser.
Ou será que nós é que pensamos que eles pensam isso?!
Para mal dos nossos pecados, resolveu dedicar-se a fazer coisas que por cá já de há muito não se voltavam a fazer.
E fez esta maravilha, a partir das cinzas.
Ainda bem que veio de longe. Ah como detesto invejosos!
Fernando, pá, volta de novo, e diz aos actuais mandões que, quem quiser vir fazer coisas neste país, não precisa ficar lá fora, nem mandar cá para dentro.
Que este mundo não é só política e dinheiro.

Maravilha magnética do romantismo, que não deixa ninguém indiferente.

Palácio Nacional da Pena - Sintra.DSC04000

Thursday, 24 May 2012

Vista da outra banda...

... Lisboa mantém-se bonita. Talvez, até, ainda mais bonita.

Saturday, 14 April 2012

Plasencia - Espanha

E, ao terceiro dia, chegou a lufada de sol desejado!
Fui apanhar Plasencia, na Extremadura espanhola, em pleno domingo de Páscoa, com aglomerados de população nos locais por onde passava a procissão.
Aqui, os KKK vestiam de verde, talvez adivinhando o que se iria passar no dia seguinte em Lisboa.
Afinal, Lisboa ficava já ali ao lado, a caminho do borrego no forno, em Elvas, bichinho que marcha melhor quando se lhe dá um bom vinho alentejano onde possa nadar.


Friday, 13 April 2012

Ávila - Espanha

Ávila, no percurso que fiz ainda dentro da região de Castela e Leão, é uma cidade velha bem preservada, qualificativo que se aplica com maior justiça à sua maravilhosa muralha românica que circunda, totalmente,o centro histórico.
O tempo gelado tolheu-me os dedos e a máquina, as nuvens escuras escondeu a beleza que as poucas fotos que tirei deviam mostrar.
Fica para uma próxima vez..
Hasta pronto, Ávila.


Alcazar de Segovia - Espanha

Segovia esperava-me com cara de poucos amigos.
Já há muito tempo não sabia o que era calçar luvas. E tive que as ir comprar, ali mesmo ao lado onde o frio se começou a sentir, à saída do veículo quentinho que até lá me levou.
O preço? Qualquer que ele fosse, comprava-as. Quem estava atrás do balcão sabia disso. Meia dúzia de metros depois, confirmei. Por metade do preço, se não eram totalmente iguais, pouco diferentes seriam.
Objectivo principal da fuga ao frio - desculpem, queria dizer, da visita apressada pelo frio - o monumental edifício Alcazar.
As fotos quase se limitam ao seu interior e, mesmo assim, são poucas.
Numa próxima visita, quando o sol aquecer aquele frio, voltarei, que a cidade merece.


Thursday, 12 April 2012

Salamanca - Centro histórico

Fim de semana da Páscoa.
Muito frio, muita chuva, algumas vezes sob a forma de neve, céu a voar baixinho, carregado de negro de fumo, corridas a fugir pelos intervalos das pingas.
Procissões que não se viram, acólitos armados em KKK, mas mais coloridos, de bebés a idades que já mereciam ter juízo, sons de missa e de rezas em alta-voz no meio de pedras erguidas nos tempos cheios de história.
Nos meus tempos de liceu, tive um professor oriundo do Seminário de Salamanca, diziam.
Ao calcorrear as pedras das calçadas por Salamanca, lembrei-me do "Professor Abelha".

Monday, 2 April 2012

Por terras de Santarém

O Tejo, a lezíria, paisagens bucólicas e urbanas, mas não muito.

Sunday, 1 April 2012

Elevador da Bica - Bairro Alto, Lisboa

Elevador da Bica.
Vida a dois.
Sempre aos pares.
Embora sempre em sentidos opostos, uma vez subindo, outra descendo, sem orgulhos bacocos o par percorre um caminho nem sempre único, "conscientes" que, quando um se afasta do caminho do outro, é para mais facilmente ambos alcançarem a tarefa para que vieram ao mundo.
E assim vão vivendo felizes desde há muitas décadas.

Tuesday, 20 December 2011

A noite cai em Lisboa (Up-to-date 14.03.2012)

Às vezes, também cai dentro de nós.
Hoje, deu-me para isto, ver a noite a cair em Lisboa, tal como o faço muitas vezes.
Só que, desta vez, levei a memória comigo.

Tuesday, 4 October 2011

Voo rasante por Itália - Bolonha

Bolonha foi, também, um ponto de passagem ultra-rápido, com paragem não prevista no programa.
Por isso, dado o limite do tempo concedido, dei uma fugidinha ao centro histórico.
Deixo-vos com uma rápida visita.

Wednesday, 28 September 2011

Voo rasante por Itália - Pádua e Pisa

O grupo fez uma rasante, quer a Pádua, quer a Pisa.
Quase nem deu para sentir os pés nessas cidades. A bem dizer, em Pisa não se sentiram, propriamente.
Foram pontos de passagem para outros destinos que estavam no roteiro programado.
PÁDUA, como não podia deixar de ser, tinha uma atracção histórica marcada connosco: A Basílica de Santo António de Lisboa - perdão, de Santo António de Pádua, "O Santo", que é o padroeiro da cidade (não digo das cidades porque, em Lisboa, reina S. Vicente).
A Basílica é um monumento aos sentidos visuais mas, como em quase todos os monumentos em Itália, o "no photo" é um aviso prévio e um grito permanente nos ouvidos. Aqui, dado pelos homens da segurança e pelos "santo antoninhos" modernos que não param de andar a vigiar os turistas. E são demolidores, na forma como são dados e escutados.
Mas, por Itália, houve locais onde o "no photo" foi substituído pelo "no flash", ou mesmo nenhuma restrição é apontada, haja Deus e Santo António de Lisboa!
Voltando à Basílica de Pádua, um dos pontos de maior afluxo humano é o local onde fica o que resta do que foi mais humano de "O Santo": o seu corpo .
O tempo ter-se-á encarregado de uma parte da sua destruição, mas o canibalismo de órgãos e partes do corpo tê-lo-á precedido, para distribuição de relíquias "urbi et orbi".
Eis como o movimento religioso nascido de Cristo, desde cedo na sua história, cavou fossos de contradições: propaga a vida, mas apela ao sofrimento e incide os seus signos em tudo o que é a morte. A culminar, quem for santo verá o seu corpo ser retalhado - língua, coração, etc, etc, cortados aos pedaços, metidos dentro dos relicários, e espalhados pelas igrejas.
E, como não é no momento do nascimento, mas da morte, que a Igreja coloca a enfâse, eis que um santo nascido em Lisboa, porque morreu em Padova, ali tomou o nome.
O conjunto de fotos que se seguem às de Pádua é relativo "à memória" de PISA, à "cittá de Pisa" que, de facto, não mais são que fotos tiradas na Praça dos Milagres, onde se situam imponentes monumentos religiosos (até um cemitério, muito visitado, mas que, por mim, deixei para visitar quando partir deste mundo), incluindo o monumento mais olhado: a Torre inclinada de Pisa.
Há um local com marcações no asfalto para facilitar a tiragem da posição de foto mais gasta daquela torre (sempre esgotado, pelo que há que escolher outros locais): alguém coloca-se como se estivesse a suportar a inclinação, ou a empurrar a torre para o lado onde se inclina, e o fotógrafo, em ponto estratégico, lá dispara a máquina.
Como podem ver nalgumas fotos, nem todos os fotógrafos conseguem o "efeito visual" pretendido.
Vou agora a correr para o autocarro, digo, avião, a ver se ainda consigo fazer mais visitas.
Até lá.

Sunday, 25 September 2011

Voo rasante por Itália: Verona

Retomando o voo.
A parte da cidade que me viu passar, apresentava-se com alguma notória degradação na manutenção das fachadas dos edifícios, um pouco escura.
 Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta, escrita por William Shakespeare.
No centro da cidade existe uma vila (palacete) onde, pelo que conta a história, Julieta morava, e que é o grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. E, claro, também lá caí, vendo um corropio de almas entrando e saindo da pretensa casa onde se desenrolou o azarado namoro; as réplicas da cama e dos trajes do Romeu e da Julieta, e uma estátua de Shakespeare, afinal merecida, pois é o responsável pela romaria permanente de turistas que, a troco de uma qualquer sorte prometida, se atropelam a passar as mãos pelo peito direito da estátua de Julieta, já bastante polido de tanto teimoso esfreganço.
Vamos a algumas vistas.

Wednesday, 21 September 2011

Homenagem à maternidade. Botero.

Andei por cá, sem sair, mas sem entrar na net, ou quase. Mal entrava, logo saía.
Paredes a pintar, cabos desligados - da electricidade, do telefone, da tv e da net - obrigaram-me a passear-me com o mini a tiracolo, à procura de pontos de net grátis, nada fáceis de encontrar, especialmente quando deles se precisa.
Da minha última incursão pelas fotos, ainda guardei algumas por apresentar, como as que se seguem. Perto do Parque Eduardo VII.
A ver se retomo a teclagem, dentro de pouco tempo, agora que os cabos começam a ligar-se.
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Tuesday, 6 September 2011

Red Bull - 2ª Corrida Carros Loucos - Lisboa 2011/09/04


Parque Eduardo Sétimo, em Lisboa.
Antigamente, chamavamos-lhes "Carros de Caixas de Sabão", mas já não são.
Carros loucos, feitos por gente atinada, correndo como loucos, numa louca corrida.
Boxes com louca animação que se propagou aos milhares de mirones que me dificultaram a posição para apanhar melhores olhares.
Pareceu-me que com uma prova ao teor de sangue no alcoól a cada condutor e... nem um seria autorizado a pegar no volante.
Nem todos chegaram à meta e nem todos chegaram inteiros. Alguns chegaram a uma velocidade que deu para os penduras corredores a pé chegarem ao mesmo tempo. Mas houve os que pareciam foguetes.
Uma crítica à organização por se ter esquecido que, actualmente, cada espectador é um fotógrafo. Uff, como foi difícil sacar umas fotos, desde as boxes (havia o anúncio de que estavam abertas ao público, desde as 10:30, e que a corrida começava às 15:00, mas não disseram quando é que as boxes fechavam!).
Ainda assim, um balanço muito positivo. Valeu a pena.

Tuesday, 30 August 2011

Da Mouraria ao Castelo, espraiando o olhar


Passeio de um domingo ensolarado.
Zonas recuperadas, outras em que se nota a destruição total à porta, gentes sempre solícitas a cada canto, especialmente para os turistas, becos em que assusta entrar e nos leva a um recuo estratégico, assim que se nota quem por ali está e o que deve andar a fazer, sempre à espera de incautos, não me fossem confundir com algum turista que, de máquina fotográfica na mão e saco de objectivas pendurado, por ali andasse cheio de euros ou dólares, história, muita história em cada pedra, cada parede, cada azulejo. Cidade escura à procura de manutenção e recuperação, antes que caia, mas com uma luz que só ela tem.
Fados que se ouvem a acompanhar a sardinha assada, música de encanto para turistas de fora e de dentro, vinho e pão e saladas, bacalhau de mil e uma formas, sempre uma tentação e foi a minha.
Colina que leva ao Castelo.
É Lisboa.
O "Terreiro do Paço" quase a ser uma Praça do Comércio enquanto ainda é o Centro Burocrático que nos pensa como amealhar o trabalho dos nacionais, o Rossio e a Praça da Figueira, lá em baixo, o Panteão ali ao lado, a "outra banda" a perder-se no olhar distante.
Ah! E o Castelo de S. Jorge, em festa pró-medieval, em que mal se ouvem os gritos das gentes de há mil anos, mas não tarda se passarão a ouvir. Está a ficar lindo, o castelo, com o nosso primeiro de espada em punho, à entrada, olhando a sul, perscrutando os caminhos que teriam que se seguir.
E o Tejo, azul-prata e ouro com aromas a pimenta, a cravo, a canela e a diamantes, correndo, sem parar, ao sabor das marés, ora subindo um pouco, ora descendo muito, rumo ao Atlântico da nossa salvação passada e, penso, futura.
Foi um simples passeio de um domingo ensolarado.

Sunday, 21 August 2011

Portogallo Profundus


Andando por este canto perdido nos confins da Europa, onde a terra acaba e o mar começa, sobem-se os 1.085 metros de altitude da Serra da Freita, bem dentro do concelho de Arouca, e vamos direitos ao seus dois grandes atractivos (que há mais, eu vos digo), as PEDRAS PARIDEIRAS - as duras (porque há as outras, as comestíveis, que fazem parte da doçaria conventual local), e a (cascata da) FRECHA DA MIZARELA - nome bem sugestivo, aproveitamos e espraiamos o olhar pelas aldeias, até ao mar, mergulhado no meio da neblina.

Tuesday, 16 August 2011

Portugal no seu melhor

Na Boca do Inferno, em Cascais.
Esta placa já está assim desde há uns meses. Muitos.

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A gaivota farta-se de olhar para a dita placa e tenta interpretar o seu significado, especialmente a parte escrita :-))

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Mas há muita gente que também não percebe nada do aviso.
Em tempo de grande afluxo turístico, alguém com obrigações na área deveria ter feito alguma coisa.
Claro que o perigo na área é mais que intuitivo, até para uma criança. Mas das duas uma, ou é necessário o aviso... ou não.

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Monday, 8 August 2011

America's Cup, Cascais 06 > 14/08/2011 - Flashes do "Circo" e ambiente

Updated 14.08.2011. The End.
O programa começou dia 6. Mas o dia não foi famoso. Chuva, vento tocadinho, mais que q.b., e sol praticamente ausente, deixaram para o dia seguinte, ontem portanto, os meus olhares sobre as novas máquinas que aproveitam o vento como nunca o mar o aproveitou.
As máquinas do AMERICA's CUP estão equipadas com uma vela principal que - chama-se vela e não asa de avião porque a tradição, na vela, ainda é o que era - que as lança sobre as águas a uma velocidade e capacidade de manobra impressionantes.
Domingo de sol "à verão", a assistência não se fez rogada.
Andei a olhar, enquanto e durante o tempo que pude, ora para o mar, ora para as areias, ora para as "gares" de recolha das máquinas e toda a sua azáfama, ora para a paisagem, ora para um gelado servido em cima de um crepe.
Foram muitos olhares. Só apresento os que consegui filtrar.
A ver se correm sem que se façam sentir o peso.
Tendo em conta que o programa vai até ao dia 14, se e sempre que tiver olhares novos, deixo-os inseridos no álbum.

Friday, 22 July 2011

Manada de golfinhos coloridos deu à costa sadina - Setúbal

Para este Verão, a zona ribeirinha de Setúbal foi decorada com roazes-corvineiros coloridos, produzidos para o concurso “Golfinho Parade”, e que, no Parque Urbano de Albarquel, estão a ser apresentados nas três posições consideradas mais icónicas para representar aqueles mamíferos da ordem dos cetáceos: a sair, a sobrevoar ou a mergulhar na água.
Começo por dizer duas coisas boas e duas coisas más, acerca deste evento.
Primeiro as más:
1 – Mas que raio de local foi escolhido pelo município para apresentar o evento, ainda por cima, tendo a cidade tantos, tão bons e bem melhores do que aquele para este fim. Mas acredito que terá havido razões para esta decisão. Como efeito visual fotográfico, em minha opinião, não poderia haver muito pior.
2 – Pior que a anterior, só o nome escolhido: “Golfinhos Parade”. Um composto de uma palavra em português e a outra em inglês. Se mais palavras houvesse... ficava-se a conhecer tantas línguas nacionais, quantas as palavras. Talvez o efeito fosse agradar a gregos e troianos, ou a português e turista.
Agora as boas:
1 - Foi uma boa ideia e é bastante apelativa, até tendo em consideração um dos objectivos assumidos: levar turistas à cidade. Melhor, só criar o hábito no calendário e repetir o evento (com algumas inovações) ano após ano.
2 – Ficam de parabéns todos os intervenientes: os mentores e dinamizadores da ideia e os participantes/artistas que pintaram as réplicas, com 2,5 metros de comprimento e envergadura à escala, dos roazes que habitam o Estuário do Sado.
“É impossível pensar no rio Sado e não o associar imediatamente aos golfinhos (roazes-corvineiros).
É impensável olhar para o rio Sado sem a expectativa de ver um golfinho a sair das águas num salto que nos continua a surpreender pela harmonia, pela beleza.
Golfinhos e baía de Setúbal, uma das mais belas do mundo, são duas imagens inseparáveis.
Por isso, decidimos promover uma acção que sublinhasse a importância dos golfinhos no imaginário sadino.”