Wednesday, 30 March 2011

Seagulls


São uma praga!

São insuportáveis, com tanto escarcéu que fazem!

Já invadiram todo o território costeiro e entraram alguns quilómetros dentro do que estava reservado aos humanos.

Como se alimentam de quase tudo, mas muito especialmente de alimentação residente dentro dos mares, engolem litros de água salgada na sua fome voraz. Resultado, são piores do que as pombas que, tal como elas, são umas desavergonhadas, cagando por tudo quanto é lado, fazendo pontaria às cabeças de todos nós, pobres humanos. Há quem diga que os políticos, em momentos de longa meditação, se expõem tanto às pombas e às gaivotas que até lá por dentro já estão repletos das suas marcas aéreas penosas.

Odeio estes animais, as gaivotas, porque fazem questão de acertar no meu carro que, sendo preto, assim fica marcado de selos brancos que logo têm que ser lavados a correr, antes de começarem a comer a tinta, tão ácidos e salgados são os seus selos.

Se eu também voasse, obrigava-as a irem limpar o que tinham feito, lambendo tudo, para me pouparem uns euros nas lavagens da chapa.

Mas são graciosas no seu voo, atraentes à vista, lindas com a sua cobertura de penas sempre limpas e sedosas, com uns olhos curiosos e multicolores, calmas à nossa aproximação, embora super-desconfiadas, afoitas à oferta de comida.

Por isso, não resisto a captá-las em fotos, das quais algumas aqui ficam.


6 comments:

HMB said...

Olà Agridoce.
Tenho uma otima ideia.
1- Cativar um pàssaro desses.
2- Levà-lo ao taxidermista mais perto.
3- Depois de tratamento, deixar o pàssaro à vista dentro do carro.
Eu julgo, que as gaivotas, inteligentes que são, vão temer acabar de mesmo modo, e se afastarão sem duvida.
Bom fim de semana.
Abraço
HMB

xistosa - (josé torres) said...

Agora que conduzo um táxi (aqui nos caminhos da Internet) ainda não tive esse azar.
Nem necessito ir para muito longe.
As "rolinhas", essas p*tas, filhas de um deus menor, encarregam-se de me lembrar para que servem todos aqueles apetrechos que comprei, há não sei quanto tempo, para lavar o carro.
Quando muito simples era caçá-las e vestir-lhes umas cuecas ou calcinhas.
São dezenas... e parece-me que não se podem caçar em zona de habitação.
Cagam-nos e temos que calar!!!!
Que m*erda de democracia assente em m*erda.

AGRIDOCE said...

HMB, bem revindo a este espaço.

HHUUUMMM!! usar a taxidermia para evitar selagem de gaivotas??!!! Hummm! vou tentar.
Abraço.

AGRIDOCE said...

XISTOSA,

Estamos num país democrático e não se podem discriminar as rolas. Já as pombas e as gaivotas, acho que sim.
Se conseguires fornecedor de cuecas para gaivotas, apita :-).
Entretanto, vai usando mais os apetrechos de lavagem do carro, a ver se elas não acertam neles.

Anonymous said...

Je crois que je n'ai pas bien compris ce que tu as contre ce volatile mais j'ai bien vu les belles photos de l'oiseau. Je te laisse un poème de Verlaine sur la mouette.

Je ne sais pourquoi, pourquoi ...

Mon esprit amer
D'une aile inquiète et folle vole sur la mer.
Tout ce qui m'est cher,
D'une aile d'effroi
Mon amour le couve au ras des flots. Pourquoi, pourquoi ?

Mouette à l'essor mélancolique,
Elle suit la vague, ma pensée,
À tous les vents du ciel balancée,
Et biaisant quand la marée oblique
Mouette à l'essor mélancolique.

Ivre de soleil
Et de liberté,
Un instinct la guide à travers cette immensité.
La brise d'été
Sur le flot vermeil
Doucement la porte en un tiède demi-sommeil.

Parfois si tristement elle crie
Qu'elle alarme au loin le pilote,
Puis au gré du vent se livre et flotte
Et plonge, et l'aile toute meurtrie
Revole, et puis si tristement crie !

Je ne sais pourquoi
Mon esprit amer
D'une aile inquiète et folle vole sur la mer.
Tout ce qui m'est cher,
D'une aile d'effroi
Mon amour le couve au ras des flots. Pourquoi, pourquoi ?

Verlaine
Poème écrit à Bruxelles, été 1873 Je ne sais pourquoi, pourquoi ...
C.

AGRIDOCE said...

Anonyme C.,

Merci pour le poème. Très joli.

Concernant les laridés, bon... oublie les colombes et les laridés. Tout mon discours n'etait qu'une raison pour exhiber mes photos sur ces oiseaux, les laridés.