Friday, 25 November 2011

Crise Económica, Austeridade, o Bem e o Mal

No meio desta onda de crise, ou pseudo-crise, ou anti-crise, económica, às vezes, parece que entro naqueles filmes de ficção, onde o Bem e o Mal, encarnados por seres irreais - de carne e osso, lutam sem fim, com instrumentos e técnicas tão atraentes aos nossos sentidos, que até nós voamos com eles.
Tudo isto, porque, neste teatro de austeridade, em que, cada vez mais, cresce o número de artistas, e cada vez menos outros se sentem de fora, a Bélgica (também) vai entrar em Greve Geral na próxima sexta feira - 2 de Dezembro - e porque começa-se a ver, por toda a Europa, uma onda de greves e/ou manifestações contra. (ponto).
Parece que temos o Bem de um lado, a sofrer ataques fortes do Mal, do outro lado. Ou será ao contrário, o Mal a sofrer fortes ataques do Bem?
Regressado ao filme de ficção, alguém me esclarece onde está o Mal e onde está o Bem?
Quem nos empresta dinheiro para sairmos da crise, com contrapartidas a preço impagável (no sentido literal da palavra), para já não falar do capital liquído emprestado, para o qual pouco sangue nacional restará para o pagar, é do Bem, ou é do Mal?
E a quem leva ondas de descontentes a meter-se em Greves e Manifestações, provocando um… - pelo menos aparente - descer de produtividade, da produção, de aumento da revolta, do espalhar da destruição (sim, porque os ânimos começam a pedir sangue quente), de que lado é que os vamos colocar?
E se isto tudo descambar para estalidos saídos de tubos metálicos, como é que vai ser?
De que lado vamos ficar a apontar, se ainda por cá andarmos?
Dos que nos vieram emprestar a preços usurários, mesmo sabendo das dificuldades (verdadeiras incapacidades) de retribuir o acordado?
Dos que, "coitados", inteligentemente montaram(se em) esquemas de compadrio, de corrupção, semearam obras de que não necessitaríamos prioritariamente, ou cavalgaram instituições financeiras, multiplicando o dinheiro dos incautos à conta de especulações e alavancagens dolosas, até à auto-falência, mas que agora se apresentam, ainda, em condições de garantir afilhados e cumplicidades, e até de probabilidades de distribuição de algum vil metal imaterializado em contas em off-shores, por isso angariando simpatias interesseiras?
Ou dos que, lutando contra os do outro lado, montam circos de descontentamento, ou os exacerbam ao máximo, descurando os efeitos sociais, económicos e financeiros dos mesmos?
Onde é que está o Bem e onde é que está o Mal?
Ou será que o Bem e o Mal, neste mundo de valores diluídos, sequer existem?

Tuesday, 22 November 2011

Manchester United vs. S.L. Benfica

A cápsula "Roma", da Nespresso, já se encontra instalada.
"The Balvenie" repousa os seus aromas, sabores, cor e corpo, mesmo à mão. Chávena aquecida, copo largo e uma cigarrilha, não longe da vista.
O canal 10, da MEO, aguarda o apito inicial, apontado ao apito final.
Aguardo os golos do meu Benfas.
A sala está montada, apenas aguardo o espectáculo, com climaxes vermelhos portugueses sempre em número superior aos dos ingleses.

Que suba o pano!

P.S.:
Resultado final em OLD TRAFFORD
MANCHESTER UNITED   2      -      SPORT LISBOA E BENFICA  2

Thursday, 3 November 2011

E nós a vermos a União Europeia grega e mais titubeante que nunca!

Ta panta rei”.
Fala-se muito do fim da União Europeia mas, de direito e de facto (talvez devesse ter invertido os termos), tal coisa não existe.
O que temos, o que apenas temos, são comunidades de interesses temáticos, cheios de reservas em formas de anexos, mas também no corpo dos textos, com velocidades diversas e sentidos distintos, quando não muitas vezes opostos, em que uns estão dentro e outros fora, e nem sempre são os de dentro que ditam as regras.
Esta União não existe, não quiseram que existisse, quando foram impondo aos povos aquilo que a eles, e só a eles, competia decidir. Em vez de trabalharem para a inclusão da maioria, esforçaram-se pela exclusão, pelo vergar aos todos poderosos.
Agora, que se cuidem!
Ta panta rei”.

Friday, 21 October 2011

Voltei e encontro tudo pior

Ausentei-me do país, por uns quinze dias, e, quando volto, encontro-o pior do que nunca, mas com a sensação que isto apenas está a começar a descambar - para não ser mais drástico.
Eis que me veio parar, por e-mail, o desabafo de um amigo, com este vídeo que acho um primor para sabermos do que falamos quando nos referimos ao estado do país, não apenas o de agora, mas desde que se elegem aqueles que nos deviam representar como comunidade, internamente, governando para todos, e externamente, defendendo os interesses do país, mas acima de tudo, esperamos nós, que se respeitassem a eles próprios, enquanto eleitos.
O que têm feito, ao longo de 30 anos, está bem caricaturado no vídeo: prometem, numa ignorância que os não abona; mudam de rumo, na falta de carácter de que são portadores desde nascituros; roubam a uns, com argumentos da necessidade de todos, mas sem meterem a mão aos seus bolsos e aos dos seus; mantêm-se no poder, mesmo quando confrontados com a verificação de personalidade de lesmas ao calor.

Tuesday, 4 October 2011

Voo rasante por Itália - Bolonha

Bolonha foi, também, um ponto de passagem ultra-rápido, com paragem não prevista no programa.
Por isso, dado o limite do tempo concedido, dei uma fugidinha ao centro histórico.
Deixo-vos com uma rápida visita.

Thursday, 29 September 2011

A nossa janela para o horizonte sem fim

O mar!
Essa janela, do tamanho de um grande portão, que a natureza nos ofereceu.
O calendário português marca, hoje, a celebração do Dia Mundial do Mar.
O Dia foi criado pelo Conselho de Administração da Organização Marítima Internacional (IMO) e foi comemorado pela primeira vez a 17 de Março de 1978, durante a Convenção da Organização Marítima Consultiva Intergovernamental (IMCO).
Actualmente, a comemoração decorre na última semana de Setembro, mas o dia exacto em que é celebrado é, contudo, da responsabilidade de cada Governo.
Esta data é destinada a chamar a atenção para a importância da navegação segura, da segurança marítima e do ambiente marinho e para enfatizar o trabalho da Organização Marítima Internacional.

Wednesday, 28 September 2011

Voo rasante por Itália - Pádua e Pisa

O grupo fez uma rasante, quer a Pádua, quer a Pisa.
Quase nem deu para sentir os pés nessas cidades. A bem dizer, em Pisa não se sentiram, propriamente.
Foram pontos de passagem para outros destinos que estavam no roteiro programado.
PÁDUA, como não podia deixar de ser, tinha uma atracção histórica marcada connosco: A Basílica de Santo António de Lisboa - perdão, de Santo António de Pádua, "O Santo", que é o padroeiro da cidade (não digo das cidades porque, em Lisboa, reina S. Vicente).
A Basílica é um monumento aos sentidos visuais mas, como em quase todos os monumentos em Itália, o "no photo" é um aviso prévio e um grito permanente nos ouvidos. Aqui, dado pelos homens da segurança e pelos "santo antoninhos" modernos que não param de andar a vigiar os turistas. E são demolidores, na forma como são dados e escutados.
Mas, por Itália, houve locais onde o "no photo" foi substituído pelo "no flash", ou mesmo nenhuma restrição é apontada, haja Deus e Santo António de Lisboa!
Voltando à Basílica de Pádua, um dos pontos de maior afluxo humano é o local onde fica o que resta do que foi mais humano de "O Santo": o seu corpo .
O tempo ter-se-á encarregado de uma parte da sua destruição, mas o canibalismo de órgãos e partes do corpo tê-lo-á precedido, para distribuição de relíquias "urbi et orbi".
Eis como o movimento religioso nascido de Cristo, desde cedo na sua história, cavou fossos de contradições: propaga a vida, mas apela ao sofrimento e incide os seus signos em tudo o que é a morte. A culminar, quem for santo verá o seu corpo ser retalhado - língua, coração, etc, etc, cortados aos pedaços, metidos dentro dos relicários, e espalhados pelas igrejas.
E, como não é no momento do nascimento, mas da morte, que a Igreja coloca a enfâse, eis que um santo nascido em Lisboa, porque morreu em Padova, ali tomou o nome.
O conjunto de fotos que se seguem às de Pádua é relativo "à memória" de PISA, à "cittá de Pisa" que, de facto, não mais são que fotos tiradas na Praça dos Milagres, onde se situam imponentes monumentos religiosos (até um cemitério, muito visitado, mas que, por mim, deixei para visitar quando partir deste mundo), incluindo o monumento mais olhado: a Torre inclinada de Pisa.
Há um local com marcações no asfalto para facilitar a tiragem da posição de foto mais gasta daquela torre (sempre esgotado, pelo que há que escolher outros locais): alguém coloca-se como se estivesse a suportar a inclinação, ou a empurrar a torre para o lado onde se inclina, e o fotógrafo, em ponto estratégico, lá dispara a máquina.
Como podem ver nalgumas fotos, nem todos os fotógrafos conseguem o "efeito visual" pretendido.
Vou agora a correr para o autocarro, digo, avião, a ver se ainda consigo fazer mais visitas.
Até lá.

Sunday, 25 September 2011

Voo rasante por Itália: Verona

Retomando o voo.
A parte da cidade que me viu passar, apresentava-se com alguma notória degradação na manutenção das fachadas dos edifícios, um pouco escura.
 Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta, escrita por William Shakespeare.
No centro da cidade existe uma vila (palacete) onde, pelo que conta a história, Julieta morava, e que é o grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. E, claro, também lá caí, vendo um corropio de almas entrando e saindo da pretensa casa onde se desenrolou o azarado namoro; as réplicas da cama e dos trajes do Romeu e da Julieta, e uma estátua de Shakespeare, afinal merecida, pois é o responsável pela romaria permanente de turistas que, a troco de uma qualquer sorte prometida, se atropelam a passar as mãos pelo peito direito da estátua de Julieta, já bastante polido de tanto teimoso esfreganço.
Vamos a algumas vistas.

Wednesday, 21 September 2011

Homenagem à maternidade. Botero.

Andei por cá, sem sair, mas sem entrar na net, ou quase. Mal entrava, logo saía.
Paredes a pintar, cabos desligados - da electricidade, do telefone, da tv e da net - obrigaram-me a passear-me com o mini a tiracolo, à procura de pontos de net grátis, nada fáceis de encontrar, especialmente quando deles se precisa.
Da minha última incursão pelas fotos, ainda guardei algumas por apresentar, como as que se seguem. Perto do Parque Eduardo VII.
A ver se retomo a teclagem, dentro de pouco tempo, agora que os cabos começam a ligar-se.
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Tuesday, 6 September 2011

Red Bull - 2ª Corrida Carros Loucos - Lisboa 2011/09/04


Parque Eduardo Sétimo, em Lisboa.
Antigamente, chamavamos-lhes "Carros de Caixas de Sabão", mas já não são.
Carros loucos, feitos por gente atinada, correndo como loucos, numa louca corrida.
Boxes com louca animação que se propagou aos milhares de mirones que me dificultaram a posição para apanhar melhores olhares.
Pareceu-me que com uma prova ao teor de sangue no alcoól a cada condutor e... nem um seria autorizado a pegar no volante.
Nem todos chegaram à meta e nem todos chegaram inteiros. Alguns chegaram a uma velocidade que deu para os penduras corredores a pé chegarem ao mesmo tempo. Mas houve os que pareciam foguetes.
Uma crítica à organização por se ter esquecido que, actualmente, cada espectador é um fotógrafo. Uff, como foi difícil sacar umas fotos, desde as boxes (havia o anúncio de que estavam abertas ao público, desde as 10:30, e que a corrida começava às 15:00, mas não disseram quando é que as boxes fechavam!).
Ainda assim, um balanço muito positivo. Valeu a pena.

Tuesday, 30 August 2011

Da Mouraria ao Castelo, espraiando o olhar


Passeio de um domingo ensolarado.
Zonas recuperadas, outras em que se nota a destruição total à porta, gentes sempre solícitas a cada canto, especialmente para os turistas, becos em que assusta entrar e nos leva a um recuo estratégico, assim que se nota quem por ali está e o que deve andar a fazer, sempre à espera de incautos, não me fossem confundir com algum turista que, de máquina fotográfica na mão e saco de objectivas pendurado, por ali andasse cheio de euros ou dólares, história, muita história em cada pedra, cada parede, cada azulejo. Cidade escura à procura de manutenção e recuperação, antes que caia, mas com uma luz que só ela tem.
Fados que se ouvem a acompanhar a sardinha assada, música de encanto para turistas de fora e de dentro, vinho e pão e saladas, bacalhau de mil e uma formas, sempre uma tentação e foi a minha.
Colina que leva ao Castelo.
É Lisboa.
O "Terreiro do Paço" quase a ser uma Praça do Comércio enquanto ainda é o Centro Burocrático que nos pensa como amealhar o trabalho dos nacionais, o Rossio e a Praça da Figueira, lá em baixo, o Panteão ali ao lado, a "outra banda" a perder-se no olhar distante.
Ah! E o Castelo de S. Jorge, em festa pró-medieval, em que mal se ouvem os gritos das gentes de há mil anos, mas não tarda se passarão a ouvir. Está a ficar lindo, o castelo, com o nosso primeiro de espada em punho, à entrada, olhando a sul, perscrutando os caminhos que teriam que se seguir.
E o Tejo, azul-prata e ouro com aromas a pimenta, a cravo, a canela e a diamantes, correndo, sem parar, ao sabor das marés, ora subindo um pouco, ora descendo muito, rumo ao Atlântico da nossa salvação passada e, penso, futura.
Foi um simples passeio de um domingo ensolarado.

Sunday, 21 August 2011

Portogallo Profundus


Andando por este canto perdido nos confins da Europa, onde a terra acaba e o mar começa, sobem-se os 1.085 metros de altitude da Serra da Freita, bem dentro do concelho de Arouca, e vamos direitos ao seus dois grandes atractivos (que há mais, eu vos digo), as PEDRAS PARIDEIRAS - as duras (porque há as outras, as comestíveis, que fazem parte da doçaria conventual local), e a (cascata da) FRECHA DA MIZARELA - nome bem sugestivo, aproveitamos e espraiamos o olhar pelas aldeias, até ao mar, mergulhado no meio da neblina.

Friday, 19 August 2011

Quando Lisboa tremeu


Não tarda, temos o Natal a entrar-nos porta dentro.
Todos os anos, por essa altura, entra também pela porta aberta da chaminé que cai na lareira de fogo rodopiante, olhos postos nos flocos de neve a cair de pára-quedas na parte de fora - quadro que ficciono desde que me lembro das primeiras imagens do mundo, quando o Natal era no verão - "uma resma" de papel impresso que fica mais valorizado porque vem encapado e sob a forma de livros, uns quantos com umas palavras simpáticas escritas por quem mos faz chegar. Sempre que os recebo, penso na montanha de horas que vou necessitar para os devorar, ainda por cima, acumulados aos que poucos dias antes entraram no meu dia de aniversário. Ah, e aos que vou tomando aqui e ali, nesta ou naquela livraria.
E o meu aniversário e o Natal deste ano não tardam, que os relógios que consulto, desde há uns tempos, me parecem ter os motores demasiado acelerados. Tenho pois que vagar a prateleira dos não lidos, para dar lugar aos que para aí se perfilam.
Tudo isto para vos dizer que, entre uns tantos mais, acabo de ler o romance "Quando Lisboa tremeu".
É um bom filme ficcionado do terramoto e do maremoto que assolou Lisboa, em 1755, e das suas consequências.
Corrosivo quando olha aos fanatismos religiosos, leva-nos a uma viagem aos tempos em que os cuidados de limpeza, higiene e saúde estavam muito longe dos que actualmente temos (mesmo que sujeitos a críticas), à baixeza de sentimentos humanos que em cada canto de desgraça espreita uma janela de oportunidade de apropriação do alheio, incluindo do maior bem que é a vida, muitas vezes a troco do nada, de como é sempre possível ver meia dúzia de pessoas que, sem perder o coração, conseguem utilizar a razão para praticar o bem, de como aquele sentimento mais humano e de produção de vida, o amor, se mantém. Tudo num caldeirão que fervilha no meio do medo, da destruição, da incerteza e insegurança, do egoísmo no momento da tentativa de fuga, na grandeza dos animais que não são humanos ... ah, and last but not the least, entre sentimentos puros ou traiçoeiros, ou que o momento leva a pensar ser a última oportunidade de provar o cálice do prazer e da felicidade, com um enredo de paixões e de amores que atinge o seu climax no final do livro, surpreendendo o leitor, mesmo quando já se pensa que nada mais o poderia surpreender naquela estória.
Tenham um bom fim de semana e uma boa leitura.
Capa Completa

Tuesday, 16 August 2011

Portugal no seu melhor

Na Boca do Inferno, em Cascais.
Esta placa já está assim desde há uns meses. Muitos.

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A gaivota farta-se de olhar para a dita placa e tenta interpretar o seu significado, especialmente a parte escrita :-))

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Mas há muita gente que também não percebe nada do aviso.
Em tempo de grande afluxo turístico, alguém com obrigações na área deveria ter feito alguma coisa.
Claro que o perigo na área é mais que intuitivo, até para uma criança. Mas das duas uma, ou é necessário o aviso... ou não.

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Monday, 8 August 2011

America's Cup, Cascais 06 > 14/08/2011 - Flashes do "Circo" e ambiente

Updated 14.08.2011. The End.
O programa começou dia 6. Mas o dia não foi famoso. Chuva, vento tocadinho, mais que q.b., e sol praticamente ausente, deixaram para o dia seguinte, ontem portanto, os meus olhares sobre as novas máquinas que aproveitam o vento como nunca o mar o aproveitou.
As máquinas do AMERICA's CUP estão equipadas com uma vela principal que - chama-se vela e não asa de avião porque a tradição, na vela, ainda é o que era - que as lança sobre as águas a uma velocidade e capacidade de manobra impressionantes.
Domingo de sol "à verão", a assistência não se fez rogada.
Andei a olhar, enquanto e durante o tempo que pude, ora para o mar, ora para as areias, ora para as "gares" de recolha das máquinas e toda a sua azáfama, ora para a paisagem, ora para um gelado servido em cima de um crepe.
Foram muitos olhares. Só apresento os que consegui filtrar.
A ver se correm sem que se façam sentir o peso.
Tendo em conta que o programa vai até ao dia 14, se e sempre que tiver olhares novos, deixo-os inseridos no álbum.

Thursday, 4 August 2011

Pastando


É tempo de férias.
Anda tudo com as hortaliças ao sol e nada melhor do que eu, também, ir pastar durante uns dias, fazendo um intervalo aqui, outro ali, outro quando calhar, o mesmo é dizer, até que um momento me leve a vir cá deixar um dos meus "Gritos de Revolta", ou "Tangos", quem sabe, outros "Olhares".
Éguas Lusitanas apartadas dos machos.
Mãe e filha "inseparavelmente juntas".
Vistas na Quinta, no Cartaxo.

Tuesday, 2 August 2011

Super Chefe de Gabinete e coisa e tal


É só mais um caso em tão pouco tempo de Governo.
E como era grande a expectativa de todos nós, mesmo os que não se reconhecem nas cores laranja e/ou azul, "torcendo" e cruzando os dedos, e muito, para que se não confirmasse que todos os males que andavam à volta da política se viessem a verificar novamente, remetendo-nos a todos para a máxima de que, em Portugal, a democracia revela que o carácter das gentes da política é tão gelatinoso e tão entranhado nas células de todos os corpos, que só um regime não democrático poderá restaurar - à força e à paulada - os valores que são necessários e exigíveis e exigidos a quem governa um país, dito pobre, como o nosso.
Parece que a maior pobreza vem sempre do mesmo lado, e não é propriamente, nem dos mais pobres, nem sequer daqueles que se diz pertencerem à classe média.
Claro que podería estar a pensar (e muita gente já pensou e já o disse, por exemplo AQUI ) em outras razões para se contratar alguém com uma remuneração mensal acima, muiiito acima, do que é normal para o cargo, mas nem vou falar delas. Fico-me pela justificação do ministro Álvaro Santos Pereira: a pessoa em causa, coitadinha, está a perder 50 mil para estar a desempenhar as funções.
Oh senhor ministro, então e se estivesse a perder 100 mil, ou 200 mil, quanto é que lhe ia arbirtrar para vencimento mensal?
Então, mas V.Exª acha-se assim tão inteligente e ao resto de todos nós, incluindo aos deputados a quem deu essa justificação (menos os da cor, claro), tão burros? Já é o segundo ministro deste governo a demonstrar tal complexo de superioridade. Já são demais e em tão pouco tempo!
Afinal, quem aceita os lugares de serviço público tão nobre, como o de governar um país (neste caso refiro-me aos chefes de gabinete, mas podem-se incluir todos os que fazem parte das equipas ministeriais), fá-lo em função de uma contabilidade de Perdas e Ganhos pessoais? Imediatas? Sim, porque das mediatas, pelo andar da carruagem, também já podemos imaginar o que vai acontecer assim que começarem a sair dos cargos.
IRRRRAAAAA!
Volta José Sócrates que, não tarda, tens a maioria absoluta contigo!
Estás perdoado!
Afinal, todos os males estão nos genes das gentes lusas e não há volta a dar a isto.

Monday, 1 August 2011

A Casa da Restinga


Tinha prometido vir falar, novamente, de um amigo e, muito especialmente, da sua última obra intitulada “A Casa da Restinga”. O livro lê-se de corrida e, pelo menos para mim, mas acho que, pelo menos, para quem tem o Lobito e Angola no coração, como é o meu caso, foi e será uma boa experiência.
Por motivos que, infelizmente, não posso dizer que me são alheios, embora involuntários (uma falha minha levou-me a clicar no link de uma mensagem electrónica, cuja indicação do remetente me devia ter colocado de sobreaviso, e... aconteceu: computador em muletas a ir para os técnicos. Em tempo de férias, é sabido que leva sempre mais dias a regressar com os ossos “quase” todos no sítio), fizeram com que só agora voltasse a esta minha página.
“A Casa da Restinga” tem no estilo romance, com que vem anunciado, o seu pano de fundo para, por ele, o autor discorrer a matéria principal, o seu objectivo, num misto ora de discurso histórico ficcionado, embora assente em pesquisas documentais, ora de discurso opinativo, passando a sua perspectiva pessoal e crítica acerca da história política, militar, social e económica de Angola, ora, muito indirectamente, de discurso sentimental e descritivo dos locais e modos de vida lobitangas mais ou menos actualizados, com certeza mais assente em vivências de terceiras pessoas que por lá ainda permanecem ou por lá permaneceram até mais tarde, do que por vivência própria. Isto digo eu.
Do título do livro poderia induzir-se que toda a trama se desenrolaria na Restinga. Não é assim. Somos também levados a outros cantos, nomeadamente, à Baía Azul, a maravilhosa praia azul-esmeralda de Benguela.
A Restinga é um bairro da cidade do Lobito, Angola, que se estende pela restinga ali existente e que foi sendo aumentada ao longo de anos, desde a zona da Colina do Sol, uma obra de arte da engenharia civil, até ao Farol, na ponta oposta.
O Lobito não necessitaria da Restinga para ser considerada a “Sala de Visitas de Angola”, mas aquela língua de areia e rocha mar adentro, atirando para um lado o mar com ondulação forte a perder-se num horizonte sem fim e, para o outro lado, o que dele restava amansado em forma de piscina, permitiu a que no meio se tivesse construído aquele bairro – A Restinga, acrescentou um considerável grau de beleza à cidade. Foi aí que, durante o período colonial, se ergueu o bairro mais chique da cidade e que ainda hoje, ao que sei, mantém a sua velha beleza sempre jovem. Foi esse o bairro escolhido pelo autor para fazer passar a maior parte da trama.
Não podia passar sem vos deixar algumas palavras de apresentação do livro, que o autor me endereçou quando do lançamento:

É um livro que escrevi com paixão, força e até traição. Também como ajuste de contas com a História, pois falo de guerra e de paz. Uma história de amor e de dor. Um livro resistente que suporta o sal das minhas lágrimas. Um livro de memórias de um tempo que foi o nosso e dos outros que por lá ficaram em Angola. Com revelações e confissões. Cheio de vida. Uma tentação para quando só nos resta a imaginação.
Carlos Ganhão


Deixou-me intrigado aquela afirmação de que o livro tinha sido escrito com ... “até traição”. E assim continuo, embora tenha já uma justificação. Assim que estiver com ele não vou perder a hipótese de o questinonar sobre essa parte, até porque ...“cada cabeça, sua sentença”.
CapaCompleta

Friday, 22 July 2011

Manada de golfinhos coloridos deu à costa sadina - Setúbal

Para este Verão, a zona ribeirinha de Setúbal foi decorada com roazes-corvineiros coloridos, produzidos para o concurso “Golfinho Parade”, e que, no Parque Urbano de Albarquel, estão a ser apresentados nas três posições consideradas mais icónicas para representar aqueles mamíferos da ordem dos cetáceos: a sair, a sobrevoar ou a mergulhar na água.
Começo por dizer duas coisas boas e duas coisas más, acerca deste evento.
Primeiro as más:
1 – Mas que raio de local foi escolhido pelo município para apresentar o evento, ainda por cima, tendo a cidade tantos, tão bons e bem melhores do que aquele para este fim. Mas acredito que terá havido razões para esta decisão. Como efeito visual fotográfico, em minha opinião, não poderia haver muito pior.
2 – Pior que a anterior, só o nome escolhido: “Golfinhos Parade”. Um composto de uma palavra em português e a outra em inglês. Se mais palavras houvesse... ficava-se a conhecer tantas línguas nacionais, quantas as palavras. Talvez o efeito fosse agradar a gregos e troianos, ou a português e turista.
Agora as boas:
1 - Foi uma boa ideia e é bastante apelativa, até tendo em consideração um dos objectivos assumidos: levar turistas à cidade. Melhor, só criar o hábito no calendário e repetir o evento (com algumas inovações) ano após ano.
2 – Ficam de parabéns todos os intervenientes: os mentores e dinamizadores da ideia e os participantes/artistas que pintaram as réplicas, com 2,5 metros de comprimento e envergadura à escala, dos roazes que habitam o Estuário do Sado.
“É impossível pensar no rio Sado e não o associar imediatamente aos golfinhos (roazes-corvineiros).
É impensável olhar para o rio Sado sem a expectativa de ver um golfinho a sair das águas num salto que nos continua a surpreender pela harmonia, pela beleza.
Golfinhos e baía de Setúbal, uma das mais belas do mundo, são duas imagens inseparáveis.
Por isso, decidimos promover uma acção que sublinhasse a importância dos golfinhos no imaginário sadino.”